segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Festa da Uva 2016




TRADICIONAL FESTA DA UVA EM CAXIAS DO SUL- RS

A Tradicional Festa da Uva acontece a cada dois anos em Caixas do Sul, cidade   localizada na região Serrana do Rio Grande do Sul.  Contando com diversos recursos naturais e culturas da região serrana do sul, Caxias do Sul encanta seus visitantes pelo frio gostoso do inverno.
Muitas das suas tradições perpetuam desde o período colonial, quando chegaram a região com os imigrantes italianos. A Festa da Uva é uma delas, uma herança dos primeiros imigrantes da região serrana.


O que ver e fazer
 A Festa tem grande popularidade na região, e também em todo o país, pois o vinho – feito a partir da uva- é uma das bebidas favoritas dos brasileiros, principalmente no inverno.
Com comidas típicas de Caxias do Sul, muitas bebidas e vários derivados da uva, a Festa é um verdadeiro sucesso e bate recordes de público todos os anos seguidos. Há ainda muita dança, música e trajes típicos para os apaixonados pela cultura dos gaúchos.
Se você é um verdadeiro degustador de um bom vinho, não deixe de participar do evento e experimentar os melhores vinhos do país e da Itália. Um sonho de consumo para todos os amantes da bebida!


 A Festa da Uva, ou Festa Nacional da Uva de Caxias do Sul, é uma festa brasileira da cultura italiana e da produção agro-industrial regional que acontece a cada dois anos no município de Caxias do Sul, estado do Rio Grande do Sul. A edição de 2016 será realizada entre os dias 18 de fevereiro e 6 de março[1] .
Festa da Uva remonta aos inícios da colonização italiana no Rio Grande do Sul. Entre os primeiros imigrantes era hábito uma certa reverência à terra e à colheita, como elo de ligação entre as pessoas e como respeito pela dádiva do alimento. Em cada travessão, os primeiros núcleos de casas e plantações, realizavam-se comemorações por ocasião da colheita da uva e de outros produtos da terra.

Com o crescimento da colônia, estas primeiras festas agrícolas dispersas foram fundidas em uma única, a Feira Agro-Industrial, realizada em 1881, que ocupou duas salas no edifício da Diretoria de Terras. Outras edições ocorreram depois, em intervalos que variaram de dois a doze anos, utilizando outros espaços da então Vila de Caxias, como os salões do Clube Juvenil, do Recreio da Juventude e do Quartel Federal.
A sétima edição, inaugurada em 13 de fevereiro de 1913, foi a primeira a incorporar participantes de outras cidades, como Guaporé, Antônio Prado e Bento Gonçalves. Também os objetivos da Feira mudaram algumas vezes: em 1898 foi realizada para angariar fundos para a construção da Catedral de Caxias do Sul, a de 1918 teve como motivo a visita do embaixador da Itália à região, e em cada novo festejo havia novidades nos itens expostos, passando a mostrar maquinário agrícola, ferramental e itens de uso doméstico produzidos na cidade, e outros elementos.

Vista parcial do Parque de Exposições

Vista parcial da réplica da antiga colônia de Caxias do Sul
Com essa crescente diversidade, Joaquim Pedro Lisboa sugeriu que se criasse uma festividade específica para os produtos que mais caracterizavam Caxias do Sul, a uva e o vinho. Desta forma, em 7 de março de 1931 foi inaugurada a primeira Festa da Uva na cidade. Tendo grande repercussão, foi repetida no ano seguinte, e saiu do interior de salões para ganhar as ruas, com desfiles de carros alegóricos e de grupos caracterizados. Em 1933 foi eleita a primeira Rainha, Adélia Eberle.
Durante a Revolução de 30 e a II Guerra Mundial, a Festa da Uva foi interrompida, sendo retomada em 1950 por ocasião do 40º aniversário da cidade e dos 75 anos de Imigração Italiana no Brasil. Mas, neste retorno da Festa, a cidade já era outra, e, com suas ruas centrais pavimentadas, o setor metalmecânico caxiense já superava a própria produção vitivinícola local. A Festa da Uva de 1954 foi histórica, pois Getúlio Vargas foi à cidade especialmente para inaugurar o Monumento Nacional ao Imigrante, tendo cometido o famoso suicídio meses depois, em agosto, no Rio de Janeiro.
Em meados da década de 1950 foi construído o primeiro pavilhão próprio para a Festa da Uva, com 5 mil m², onde hoje está instalada a Prefeitura Municipal, para abrigar a constante ampliação no número de expositores. Em 1965 a Festa da Uva, com sua Feira Agro-Industrial, já era considerada o maior evento em seu gênero em toda a América do Sul, sendo visitada por mais de 300 mil pessoas. Em 1972, a festa foi marcada pela sua transmissão em todo Brasil pela inauguração das transmissões em cores no Brasil.
Um novo local para a festa foi escolhido em 1974, sendo transferida para o chamado Parque Mário Bernardino Ramos, com uma área construída de 32 mil m² de estruturas metálicas para os expositores, 30 mil m² para estacionamento, e uma área verde em torno de 400 mil m². Neste mesmo projeto foram incluídas a criação do museu temático da Casa de Pedra, a transferência do Museu Municipal para a antiga sede da Prefeitura, e a construção de um ginásio municipal, além de outras benfeitorias no entorno do parque. O novo complexo foi inaugurado em 15 de fevereiro de 1975 na XIIIª edição da Festa da Uva. Em 1978 foi erguida ali uma pequena réplica da primeira colônia de Caxias do Sul, com um grupo de casas de madeira e uma igrejinha, animadas por um espetáculo de Som e Luz. Em 2004 também foi instalado no parque o Monumento Jesus Terceiro Milênio, de autoria de Bruno Segalla, e o Memorial Atelier Zambelli, dedicado à preservação do acervo remanescente da oficina da importante família de santeiros, escultores e decoradores da cidade.
Com os anos a Festa da Uva perdeu seu caráter estritamente local, tornando-se uma comemoração regional, mas ainda que atualmente as seções de indústria e comércio tenham adquirido enorme relevo, ainda se preservam os elementos históricos ligados à uva e ao vinho, responsáveis pelos primeiros ciclos econômicos de Caxias do Sul.
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Festa_da_Uva 

Inédito Desfile Cênico Musical 2016

Um espetáculo jamais visto na história da Festa

Com o tema Imagens e Horizontes e 140 anos de imigração italiana no Rio Grande do Sul, o Desfile Cênico Musical promete ser um espetáculo jamais visto em toda a história da Festa da Uva.
Música, tradição e alegria invadem as ruas de Caxias do Sul durante os Desfiles Cênicos da Festa Nacional da Uva. São aproximadamente 2 mil figurantes, a pé ou em carros alegóricos, que apresentam a história de seus antepassados de forma artística e encantadora.
Neste ano, dividido em três atos: origem de uma cultura formação de uma cultura e uma cultura em festa, o espetáculo traz marcos dos valores presentes na cultura de Caxias do Sul. São momentos mágicos e emocionantes.
O roteirista Nivaldo Pereira adianta: “Nossa narrativa cênica pretende recortar e situar historicamente marcos referenciais de valores perfeitamente reconhecíveis na cultura de Caxias do Sul. O eixo principal será a construção da cultura vigente, desde sua gênese à sua expressão festiva”, comenta.

Serviço:

Trajeto: 360 metros – Início na Rua Andrade Neves / dispersão Treze de Maio
Duração: 1h20min
Número de carros: nove
Número de figurantes: 1.200 pessoas
Arquibancadas: capacidade para 4.875 pessoas
Em caso de chuva: o evento será cancelado
Leia mais informações sobre o Desfile deste ano!  




Desfile da Festa da Uva 2016 promete encantar o público na Plácido de Castro

Ingressos para as arquibancadas estão à venda no site da Festa

19/01/2016 - 10:00

Maio de 1875. Assolados pela fome e pela miséria, antepassados de milhares de gaúchos abandonam a Itália e deixam para trás suas famílias em busca de uma nova vida. Segurando filhos pela mão, com bebês a tiracolo e pertences guardados em baús e trouxas de pano, eles embarcam num navio rumo ao desconhecido, atravessam o oceano e aqui no Rio Grande do Sul constroem um pedaço da Itália.

A angústia, o medo e a ansiedade que os imigrantes sentiram há 140 anos estarão presentes nos oito desfiles cênico-musicais da Festa nacional da Uva 2016, a partir de 18 de fevereiro, em Caxias do Sul.

O roteiro, escrito pelo jornalista Nivaldo Pereira, com a colaboração da historiadora Tânia Tonet, é inspirado no tema da Festa, Imagens e Horizontes, e prestará também uma homenagem aos fotógrafos que registraram a história da imigração italiana. Essas fotografias integram o acervo do Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, e após intensa pesquisa, inspiraram a criação do roteiro.

A secretária da Cultura de Caxias do Sul e diretora de Cultura e Desfile da Festa da Uva, Rubia Frizzo, explica que a ideia de um desfile diferente em termos de cenografia surgiu com a concepção do tema, após inúmeros encontros com pesquisadores, historiadores e profissionais da cultura. “Pensávamos em como contar a mesma história de forma diferente, e iniciamos uma pesquisa no acervo do Arquivo Histórico, que possui mais de 200 mil fotografias. Em cima desse material, embasamos a cenografia, os carros e os figurinos”, ressalta ela.

Ainda segundo a diretora, nada mais justo que homenagear os fotógrafos que registraram a imigração italiana e o Arquivo Histórico, que completa 40 anos em 2016 e tem sido o guardião da memória de Caxias do Sul e da própria Festa da Uva, seja por meio de fotos ou documentos que os imigrantes traziam na bagagem.

A partir do tema, a Festa da Uva optou pela contratação de profissionais do Natal Luz, de Gramado, e da escola Imperadores do Samba, de Porto Alegre, para idealizar o desfile. A partir daí surgiu o desafio de como atrair o público para assistir aos desfiles. Com base em pesquisas de opinião realizadas na última edição, a organização percebeu que é preciso encantar mais os caxienses e turistas.

Como nas duas últimas edições do desfile, o formato cênico-musical está presente, mas com presença mais marcante da cenografia e da linguagem teatral. “A ideia é que seja uma ópera urbana, contada com os artistas sempre em movimento, e esse é um desafio grande, cenicamente falando, porque é uma peça de teatro. Os artistas estarão caminhando ao lado dos carros, enquanto a música estará sendo executada pelo Coro e pela Orquestra Municipal no palco”, ressalta.

Ela explica ainda que, em conjunto com o roteirista, a comissão decidiu apostar em um formato de espetáculo que será contado por meio de quadros, que são os nove carros alegóricos, e cada um representa uma cena. “O desfile começa com a saída dos imigrantes da Itália, com a fome mesmo, porque era ela que fazia com que eles saíssem de sua terra natal e atravessassem o oceano rumo ao desconhecido”, destaca Rubia. Ela acrescenta que o público irá sentir essa dor da partida. “A origem é triste, melancólica. O espetáculo fala dessa perda, mas depois falamos da formação da cultura, do trabalho na terra, dos códigos de família, da indústria, do comércio, do progresso e do desenvolvimento da cidade, e então chegamos à Festa da Uva e no que ela significa para Caxias do Sul”.



Figurinos

O desfile conta a história da imigração italiana cronologicamente. O roteiro começa em 1875 segue para 1910, 1940 e assim por diante, e os figurinos acompanham esse trabalho. Tanto as vestimentas, quanto os acessórios foram concebidos por meio de pesquisa histórica. Duas jovens estilistas caxienses, Júlia Webber, que venceu o 32º Prêmio UCS/Sultextil, e Carolina Potrich, fizeram essa releitura histórica a partir do acervo existente de figurinos e assinam o vestuário que o público verá nos desfiles.

“Todo o trabalho está baseado em pesquisa que vai desde as vestimentas da época da imigração, passando pelos anos de 1910 e 1920. O figuro é belíssimo e a confecção foi um trabalho minucioso, porque cada pequeno detalhe foi revisto por historiadores. Não tem nada lá que não seja uma releitura fiel à colonização italiana”, destaca Rubia.

Outra novidade é o acervo de figurinos montado de forma provisória em uma sala da Secretaria de Cultura. As vestimentas e acessórios, que estavam guardados em caixas, porque não havia espaço para guardá-las, foram catalogadas e registradas para ficar expostas, e servir até mesmo de fonte de pesquisas históricas na cidade.

“Nós tivemos o cuidado de resgatar esse material, reaproveitar e customizar. Conseguimos ajuda de voluntárias, que ilustra bem o sentido comunitário da festa, duas máquinas de costura foram emprestadas, peças foram transformadas, chapéus, cestas, tudo o que foi possível reutilizamos, agora estamos tirando uma barra, costurando, aumentando, cortando, mas depois essas peças de época serão parte de um acervo”, afirma.



Figurantes

1.200 pessoas se inscreveram para desfilar e as roupas são criadas sob medida. Além dos figurantes, este desfile vai contar com a participação dos dançarinos da Companhia Municipal de Dança e da Escola Preparatória de Dança de Caxias do Sul. “Os dançarinos estão ensaiando as coreografias para cada um dos quadros, e este é mais um diferencial desta edição. Os coreógrafos e ensaiadores, ligados ao teatro, estão trabalhando nas coreografias com os figurantes sempre com o olhar voltado ao tema Imagens e Horizontes”, ressalta.

Todos os quadros têm coreografia, por isso os figurantes são chamados de artistas, porque eles não vão apenas caminhar na Plácido de Castro. “As cenas têm coreografia, têm sentimento, vida e cor. Nesta edição estamos com mais pessoas coreografadas, ensaiando, nós estamos com mais dança, música e teatro envolvidos e, assim, os ensaios acontecem em cima da música escolhida para cada cena, e os artistas seguem o roteiro”, destaca.



Carros Alegóricos

Os carros alegóricos também ganham destaque nesta edição. Um engenheiro civil é responsável pela criação, e os nove carros são feitos à base de ferro, com rodado móvel, e do mesmo tamanho, para manter unidade durante o desfile.

A montagem dos carros já começou, e o trabalho segue um formato de linha de montagem, o que acelera a construção. A expectativa é que estejam prontos antes do Carnaval.

Como a organização decidiu investir mais na construção dos carros e na cenografia, não haverá tratores e máquinas puxando os veículos para não comprometer o espetáculo. Além disso, como a estrutura é metálica os carros podem ser reutilizados nas próximas edições. “A base é de ferro, é fácil de manusear e guardar, então é só pensar na história da próxima edição e reutilizar os carros alegóricos. Estamos pensando em economia e praticidade, e, também, em um legado para a Festa da Uva”, afirma a diretora.

Os carros alegóricos, assim como os figurinos, têm significados voltados à imigração italiana. A criação leva em conta o roteiro e os detalhes históricos, para que o público acompanhe o desfile e se emocione com a epopeia imigrante. “Conforme os carros vão passando a história será contada, e cada um remete a chegada dos imigrantes até os dias de hoje. O público irá se surpreender ao assistir aos desfiles, ” empolga-se Rubia.

Ela defende que a mudança do local do desfile, após 58 anos, da Sinimbu para a Plácido irá proporcionar essa proximidade entre o público e os artistas como se estivessem em um teatro. “Estou aqui e estou enxergando o desfile vindo, se compondo, porque ele irá se construindo conforme os figurantes cruzam a Plácido, e o público estará próximo como se estivesse num teatro, e isso nos dá um ganho significativo em emoção, mas, também, é um desafio porque temos que estar atentos aos detalhes e acabamentos, porque as falhas vão aparecer muito mais. Tratamos o desfile como um grande espetáculo, são 1.200 figurantes, mais de 200 músicos e cantores no palco com iluminação e sonorização especial para criar o clima do desfile, e mais 500 pessoas envolvidas na organização”, afirma.



Trilha

Um dos desafios é contar a história em movimento e sem falas, apenas com os carros alegóricos, figurinos e alegorias. Nesse momento não apenas a música, mas também a sonorização, são aliados para marcar cada momento do roteiro.

“Terá momentos tristes, sombrios e outros alegres, de festa e da tarantela, mas antes de chegar à alegria vamos sentir toda a angústia e o medo que os imigrantes sentiram. O público irá sentir a intensidade dessa angústia porque a estrutura física da rua Plácido de Castro permite proximidade.”

A diretora conta ainda que a sonoplastia e a iluminação são fundamentais para o desfile. “Vamos trabalhar com o lúdico, e vai ter som, não apenas a música ao vivo, mas a sonoplastia, porque é uma maneira de contar a história, de mostrar o que os italianos viveram e presenciaram. É uma maneira de contextualizar o que está sendo mostrado e, portanto, vamos usar luz e algumas trilhas que vão contar essa história e as pessoas vão recomendar as demais e vão entender que é um desfile novo e que é diferente do que foi feito nas edições anteriores, porque é realmente um espetáculo”, pontua.



DESFILE CÊNICO-MUSICAL

Dias 18, 20, 21, 26, 27 e 28 de fevereiro e 05 e 06 de março, sempre às 20h.

Duração: 1h20min

Público estimado: 17 mil por noite

Em caso de chuva: cancelado

Ingressos para as arquibancadas

Valores: R$ 30 e R$ 15 (maior idade e estudante); PCD e acompanhante não pagam (mediante pré-reserva)

Capacidade: 3155

Como comprar?

Site www.festanacionaldauva.com.br

Texto: Assessoria de Imprensa da Festa Nacional da Uva 2016

Crédito das imagens: Júlia Webber




Público de 20 mil pessoas assiste ao primeiro desfile da Festa da Uva 2016

Apresentação homenageia os 140 anos da imigração italiana no estado.
Festividades em Caxias do Sul se estendem até o dia 6 de março.

Do G1 RS
Público pode conferir a troca de culturas entre italianos e gaúchos (Foto: Antonio Lorenzett/Divulgação)Público pode conferir a troca de culturas entre italianos e gaúchos (Foto: Antonio Lorenzett/Divulgação)
O desfile cênico-musical da Festa da Uva 2016, em Caxias do Sul, na serra gaúcha, teve sua estreia na noite de quinta-feira (18), mesmo dia da abertura dos pavilhões. Cerca de 20 mil pessoas, conforme a Brigada Militar, prestigiaram a apresentação, que este ano ganhou ares de espetáculo. Com um pouco de atraso para o início, o grupo de 1,4 mil artistas mostrou ao longo da Rua Plácido de Castro uma homenagem aos 140 anos da imigração italiana no estado. As festividades na cidade seguem até dia 6 de março.
Conforme a diretora de Cultura e Desfile da Festa da Uva e secretária da Cultura de Caxias do Sul, Rúbia Frizzo, o atraso para o início do espetáculo se deu principalmente em virtude do deslocamento das pessoas que vieram do parque de exposições, e também da grande quantidade de público que compareceu à estreia.
“Foi um público muito maior do que imaginávamos. Esperávamos 15 mil pessoas, então demos tempo para todos chegarem e se acomodarem. Foi um dia atípico”, destacou. A falta de energia elétrica em um trecho da Plácido também foi notada durante alguns minutos, problema que foi solucionado.
Apesar do atraso inicial, o público pode conferir, nesta edição ainda mais próximos dos artistas, 25 cenas, divididas em três atos, que contaram de forma cronológica a história da colonização. Os cerca de 1,2 figurantes se juntaram à Orquestra Municipal de Sopros e do Coral Municipal para a encenaçação da história.
O desfile teve início com um navio, representando o ano de 1875, quando os imigrantes deixam a itália e avistaram o horizonte, na serra gaúcha.
Ao longo do espetáculo, o público presenciou a troca de culturas entre italianos e gaúchos, a força da indústria, em homenagem às mulheres funileiras; a chegada do trem, em 1910, que impulsionou o progresso na região, o final da guerra e uma homenagem aos fotógrafos que registraram a história.
As 25 cenas seguintes, divididas em três atos (Foto: Antonio Lorenzett/Divulgação)As 25 cenas seguintes, divididas em três atos
(Foto: Antonio Lorenzett/Divulgação)
Pozenatto e Cleodes marcaram presença em um carro de homenagem aos 20 anos de indicação do filme “O Quatrilho” (de 1995) ao Oscar. Já os carro finais mostraram o significado da Festa da Uva para Caxias do Sul, com a presença a rainha Rafaelle Galiotto Furlan, as princesas Laura Denardi Fritz e Patrícia Piccoli Zanrosso e das embaixatrizes do evento.
Conforme Rúbia, o retorno do público foi positivo. “As pessoas se sentiram muito próximas do desfile e pela resposta que tivemos gostaram mais do local novo”, informou. O desfile terá, no total, oito apresentações, sempre às 20 horas.
Quem é descendente de italianos curtiu ainda mais a história contada no desfile. “Minha família tem cem anos no Brasil, veio da Itália também. A gente já tem um pouco dessa história e ver isso foi muito legal”, comentou a nutricionista Natália Zanrosso.
“A gente se emociona”, destacou a dona de casa Neusa Maceis, comentando que as cenas mostradas no desfile lembraram a infância.

Música tema da Festa da Uva de 2016 é apresentada na escolha da rainha

A obra é de autoria de José Pascual Dambrós e Mário Michelon

Música tema da Festa da Uva de 2016 é apresentada na escolha da rainha Reprodução/
Canção se chama Imagens e horizontes Foto: Reprodução
Pioneiro
A Festa da Uva apresentou durante a escolha da rainha a música da Festa Nacional da Uva 2016. A obra é de autoria de José Pascual Dambrós e Mário Michelon, interpretada por Andriele Bálico, Criscie Bordin Devens e Rafael Gubert.

video


Confira a letra e ouça a música Imagens e horizontes:



Aurora tingida de sonho
No fruto da plantação
É Deus que se faz colono
No amor que cultiva o chão
Ressoa na voz do vento
Cantigas dos parreirais
Remoçam mil sentimentos
Lembranças dos ancestrais
VEM PARA A SERRA GAÚCHA
QUE AROMA DE UVA NO AR!
A FESTA É MAGIA QUE PULSA
VEM JUNTO COMEMORAR!
TRANSBORDA TANTA ALEGRIA
RENASCE DA GENTE ESSA FONTE
A FESTA NOS CONTAGIA
NA IMAGEM DE UM NOVO HORIZONTE
Desfilam imagens queridas
Retratos que a História marcou
Reluzem exemplos de vida
Que a alma da gente herdou
Sorrisos de vindimeiras
Molduram o fruto maduro
Buscamos como as videiras
Um sol que ilumine o futuro
VEM PARA A SERRA GAÚCHA
QUE AROMA DE UVA NO AR!
A FESTA É MAGIA QUE PULSA
VEM JUNTO COMEMORAR!
TRANSBORDA TANTA ALEGRIA
RENASCE DA GENTE ESSA FONTE
A FESTA NOS CONTAGIA
NA IMAGEM DE UM NOVO HORIZONTE.

Lembranças da Festa da Uva na década de 1930

13 de março de 20140
Carro alegórico da Festa da Uva de 1931, com Marcelo Zucolotto conduzindo os bois. Foto: acervo pessoal de Bernardete Zucolotto Barcarollo
A Festa da Uva terminou, mas um grande número de colaborações de leitores não pôde ser aproveitado no período. Para contemplar a riqueza e o ineditismo de algumas imagens, a coluna segue publicando essas recordações.
Na imagem ao alto, vemos o pai da leitora Bernardete Zucolotto Barcarollo, Marcelo Zucolotto, então com 18 anos, na pioneira Festa da Uva de 1931. Marcelo (in memoriam)aparece sentado na carroça, conduzindo os bois.
Da edição de 1933, o leitor Miguel Moreschi Rigon envia registro do desfile em que aparecem os bisavós, José Moreschi e Irene Moreschi, juntamente com amigos (foto abaixo).

A primeira rainha
A primeira Festa da Uva ocorreu em 1931, mas a figura da rainha surgiu somente na terceira edição, em 1933. Naquele ano, a escolhida foi Adélia Eberle – filha do empresário Abramo Eberle -, eleita por voto popular. A participação da comunidade foi expressiva: Adélia recebeu 5.934 votos, de um total de 11.503.
Adélia Eberle, filha caçula do empresário Abramo Eberle, durante uma viagem de navio à Europa. Foto: acervo pessoal de Carlos Caetano Pettinelli, divulgação
Adélia Eberle, filha do empresário Abramo Eberle, durante uma viagem de navio à Europa. Foto: acervo pessoal de Carlos Caetano Pettinelli, divulgação
Colaboração da leitora Maria Angélica Pettinelli Angonese, a partir do acervo de imagens do pai, a rara imagem acima mostra Adélia durante uma viagem de navio à Europa, pouco antes de falecer de câncer, aos 31 anos, em 1941.

LEMBRANÇAS DE FESTA DA UVA DE 1937



Há Festas de Uva e festas da uva, ou seja, as boas e as más, as maiores e as menores. Uma das grandes festas parece ter sido a 1937. A Comissão organizadora cuidou de tudo ,inclusive de um maravilhoso álbum alusivo ao evento que encanta até hoje. Outra festa perfeita  foi a 1950 cujo álbum alusivo foi junto com o 75º Aniversário da Imigração Italiana,que se tornou fonte indispensável para a história regional. 
É incrível que as festas atuais nunca tenham se preocupado com a permanência e com a lembrança.Isso só se consegue com fontes. Os filmes e as fotos que são necessários  mas é preciso que seja feito algo maior e duradouro, que só as fontes impressas proporcionam. Incrível que nem na Internet (que é o mundo virtual) haja algo de permanente sobre a memória das festas. As coisas dispersas e fugidias geram lembranças truncadas e vazias.

            Voltando a 1937, o Brasil vivia momentos de euforia, pois se julgava que logo a democracia seria restabelecida, afinal estava mudando. Havia uma nova constituição que garantia o voto feminino.Em 10 d e novembro tudo mudaria e nova fase de ditadura seria instalada., com o Estado Novo (1937-1945),mas  no começo daquele ano ninguém poderia imaginar.Dois anos depois seria a vez da Segunda Guerra (1939-45) que iria  se abater sobre o mundo e a região ,mudando as suas  relações dela com o Brasil. Foi muito sério para a Festa da Uva que foi proibida só voltando a ocorrer treze anos depois.O prefeito de então era Dante Marcucci que gozava da confiança tento da população como do governo estadual e federal.


A comissão da Festa  resolveu marcar o evento com uma magnífica publicação. A comissão então chamada de Comissariado era composta pelo que havia de melhor na cidade: Ottoni Mingheli, Joaquim Pedro Lisboa, Adelino Sassi, Emilio Michelon ,Celeste Gobbato e Arthur Rossarola.




As imagens que restaram revelam grande envolvimento da população, pois todas as atividades, desde a exposição até os desfiles se concentravam na Praça Dante. É incrível como as coisas passam ,mesmos as importantes,o que resta são migalhas que os historiadores acumulam e formam outra história.Nada revive o passado,apenas é  recriado diante de indícios. 

Os enormes pavilhões tomaram a  Praça toda, a cidade se reconstruía para a Festa. .As  três  princesas e a rainha Odila Zatti enfeitaram a Festa com sua beleza.Tudo decorreu dentro do esperado com visitantes de todo o Brasil , cuja presença foi registrada em fotos. As imagens que restaram  não são suficientes para revelar  o que foi a Festa que ficou na memória dos antigos como a melhor já havida.

  

Saiba como começou a imigração italiana na Serra gaúcha

No aniversário da chegada dos primeiros colonos italianos ao Estado – celebrado no último dia 20 –, reportagem mostra como foi a jornada dos imigrantes por mar e terra

Por: Tríssia Ordovás Sartori, Enviada especial a Itália
30/05/2015 - 10h05min
Saiba como começou a imigração italiana na Serra gaúcha Massimiliano Minocri/Especial
Foto: Massimiliano Minocri / Especial
Foi nas longas viagens nos navios com destino à América prometida que vênetos, trentinos e lombardos começaram a cultivar a ideia de italianidade como é conhecida hoje no Rio Grande do Sul. Empurrados pela pobreza – e, ainda mais, pelo medo dela –, os imigrantes passaram a se sentir parte de uma mesma identidade étnica. Na travessia do Oceano Atlântico, uma Itália passava a ser construída fora da Itália no final do século 19.
Navegue no infográfico e confira informações sobre a viagem dos imigrantes da Itália até o BrasilEm meio à crise agrária que assolava a Europa, o país recém havia finalizado a unificação, em 1870. Para embarcar com destino ao Brasil há 140 anos, os antepassados de milhões de gaúchos tiveram de abandonar familiares e residências e percorrer longos trajetos a pé e de trem, da porta de casa até o porto da cidade de Gênova, com filhos a tiracolo e pertences reunidos em baús de madeira e trouxas de pano.
– A pobreza absoluta é o grande móvel desse episódio chamado imigração italiana, e ela está como uma referência para a memória coletiva – destaca a pesquisadora Cleodes Piazza Julio Ribeiro, descendente de Tommaso Radaelli, um dos três primeiros imigrantes que chegaram a Nova Milano (hoje distrito de Farroupilha, na Serra) em 20 de maio de 1875.
Italianos encontraram terra barata e muito trabalho na Serra GaúchaEnquanto se afastavam do porto, os futuros colonos se adaptavam a um microcosmo onde poucos falavam o italiano, a língua oficial do país recém formado. No livro Memórias, o imigrante Júlio Lorenzoni relata que “em qualquer canto do vapor só se escutava um vozerio incompreensível de dialetos, a maior parte vênetos e lombardos, muitos dos quais não entendia”.
Em cartas, imigrantes italianos descreviam o Rio Grande do Sul como um lugar de farturaA expressão “somos todos italianos” começou a surgir nessas viagens com duração média de 30 a 40 dias – os primeiros moradores de Nova Milano levaram três meses e oito dias para chegar ao Rio de Janeiro.
Agências de imigração acenavam com trabalho
Entre 1876 e 1901, saíram de Gênova 61% dos imigrantes italianos, poucos deles em navios com bandeira nacional – a Companhia Transatlântica de Navegação a Vapor para a América foi constituída em 1852 e, em 1881, surgia a Navigazione Generale Italiana (NGI) – Società Riunite Florio & Rubattino, criada com o objetivo de suportar a concorrência da marinha estrangeira. Com o passar dos anos, Gênova deixaria de ter o porto italiano mais movimentado do país.
Houve uma alta no movimento quando as companhias contrataram agências de imigração, que passaram a recrutar agricultores e desempregados com o aceno de trabalho além-mar. Atraídos por promessas de uma vida melhor, eles se davam conta só ao desembarcar de que haviam chegado a um lugar desabitado e sem estrutura para recebê-los. Era preciso começar tudo do zero.
Entre 1875 e 1915, 14 milhões de pessoas deixaram a Itália rumo a países como Brasil, Estados Unidos, Uruguai e Argentina.
O número impressiona ao se considerar que, em 1900, a população italiana era de 33,5 milhões de habitantes, de acordo com o banco de dados I.Stat, do Instituto Nacional de Estatística da Itália. Ainda assim, não há muita atenção de pesquisadores italianos sobre a vinda dos compatriotas a terras brasileiras. Praticamente não se trata desse tema nas escolas italianas, e a preferência de estudiosos recai sobre a ida dos italianos aos Estados Unidos e à Argentina. Com estudos centrados especialmente no êxodo do norte italiano ao sul do Brasil, o historiador italiano Emilio Franzina acrescenta:
– No caso do Rio Grande do Sul, a mola principal à expatriação foi constituída pelo medo de perder o status de pequenos proprietários ou de locatários capazes de manter grandes famílias de agricultores.

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