quarta-feira, 25 de junho de 2014

Folclore

Gosto muito de trabalhar Folclore com os alunos pois mexe com o imaginário deles e representa a vivência de gerações. Ivani


Vivências de Folclore no Ensino Fundamental
Thelma Regina Siqueira Linhares
Professora e pesquisadora de folclore
   Pensar, falar, escrever, pesquisar sobre o folclore é sempre muito prazeroso porque se trata de vivências, antigas ou atuais, compartilhadas ao longo de gerações. Afinal, traduz o pensar, sentir e agir do povo, como definiu Luís da Câmara Cascudo.
    A palavra folclore vem do inglês - folk lore - e foi inventada em 1846, pelo sociólogo Willians Thomes, significando saber (folk) do povo (lore). No Brasil, o termo traduz tudo aquilo que, compartilhado pelo povo, caracteriza a sua própria identidade, a sua brasilidade e/ou, então, aquilo que é peculiar a uma região, a uma localidade menor, ou até mesmo, a um grupo social específico.
   Para que um fato seja considerado folclore é preciso que alguns fatores, em conjunto, sejam considerados. Do contrário, é um fato social, popular.
   Anonimato: no fato folclórico, o autor ou inventor conhecido se perdeu no tempo. Foi despersonificado.
   Aceitação coletiva: inventado e aceito, o fato passa a ser repetido, vivenciado, modificado, acrescido. O povo passa a incorporá-lo como seu.
  Transmissão: o fato é passado às novas gerações pela transmissão, preferencialmente, oral. A aprendizagem, quase sempre, é informal e lúdica - aprende-se por aprender, fazendo brincando. Hoje, os meios de comunicações em massa, acessíveis a parcelas cada vez maiores da população e a escolarização em índices sempre crescente, reduzem a importância da oralidade no processo de perpetuação do fato folclórico. Identificando na perpetuação do folclore o dinamismo que o caracteriza: folclore é vida!
   Funcionalidade: o fato folclórico existe para atender alguma função ou necessidade, uma razão de ser, um porquê, que pode, inclusive, já se ter perdido no tempo.
   São inúmeras e variadas as manifestações folclóricas, vivenciadas no coletivo e, às vezes, com conotações bem individualizadas. Desejar saúde para quem espirra, ter o número 13 como de azar ou sorte, cantar "atirei o pau no gato", comer uma canjica, dançar uma quadrilha, comprar um bumba-meu-boi de barro, empinar um papagaio ou pipa, usar branco na passagem de ano, etc. etc. são alguns exemplos de manifestações folclóricas vivenciadas em diferentes etapas da vida e em oportunidades e frequência, igualmente, variadas.
   O folclore direcionado às crianças, talvez, seja o mais rico em manifestações. E, com certeza, é o que mais belas lembranças trazem.
   Cantigas de ninar ou acalanto: Começa no berço o aprendizado do folclore. Com que amor a mãe ou a figura materna canta para adormecer o bebê!
Dorme neném / Que a cuca vem pegar /Mamãe foi pra roça/ Papai foi trabalhar.
   Cantigas de roda: expressão maior da infância, particularmente, das meninas. Importante instrumento de socialização nas escolas de Educação Infantil (creche e pré-escola). Os livros didáticos de Educação Infantil e das primeiras séries do Ensino Fundamental (1ª a 4ª séries), regularmente, trazem esta manifestação folclórica em suas páginas.
   Pai Francisco entrou na roda / Tocando o seu violão / Delém, dém, dém (bis) / Vem de lá seu delegado / Que Pai Francisco / Saiu da prisão. / Quando ele vem / Se requebrando Parece um boneco / Se desmanchando. (bis)
  Histórias de trancoso ou da carochinha: quem não guarda na memória passagens inesquecíveis de suas histórias prediletas e que dividem, com os super-heróis televisivos, o imaginário infantil?
Cinderela, Branca de Neve, Os Três Porquinhos.
 Brinquedos populares: brinquedos confeccionados artesanalmente ou não e que fazem a alegria da garotada, em particular, as das camadas socioeconômicas mais desfavorecidas.
   Pipa (papagaio), pião, mané-gostoso, bruxinha de pano, iô-iô, rói-rói.
Brincadeiras infantis: brincadeiras vivenciadas, principalmente, pela garotada dos bairros mais populares, morros e periferias do Recife. Sujeitas a modismos.
  Pular academia (amarelinha), pular elástico e corda, soltar papagaio (pipa), jogar bola de gude, pião, brincar de estátua, telefone-sem-fio.
Adivinhações: perguntas que se faz, geralmente, usando a expressão "o que é o que é?" e que a criançada se apressa em resolver os desafios e enigmas.
O que é o que é? Tem coroa e não é rei? Tem espinhos e não é rosa? (Resposta: abacaxi)
  Parlendas: brincar com as rimas das palavras é preferência da garotada, em especial, nos primeiros anos de escolaridade.
  Um, dois - feijão com arroz. Três, quatro - farinha no prato Cinco, seis - tudo outra vez Sete, oito - como biscoito Nove, dez - besta tu és.
  Trava-língua: brincar com as palavras que, em combinações complicadas, devem ser ditas rápida e repetitivamente.
Na casa de seu Saldanha tinha uma jarra e dentro da jarra uma aranha. / A aranha arranha a jarra e a jarra arranha a aranha. (bis)
  Lendas: histórias que tentam dar explicações a fenômenos da natureza, a seres vivos e imaginários.
Negrinho do pastoreio, Cumade Fulozinha , Saci-pererê, Boitatá, Sereia, Boto cor-de-rosa, do Milho, da Mandioca.
  Quadrinhas: as meninas, especialmente ao entrar na adolescência, usam esta manifestação folclórica para expressar a descoberta do amor.
Com a escrevo amor / Com p escrevo paixão / com e escrevo Edvaldo / Que é dono do meu coração.
  Mitos folclóricos: seres do imaginário coletivo que têm existência própria e estão associados às lendas. Saci-pererê, Sapo-cururu, Cuca, Boitatá, Iara, Caipora, Mula-sem-cabeça, Curupira Lobisomem.
  Piadas ou anedotas: histórias engraçadas ou até imorais que fazem a graça em rodinhas de amigos, algumas vezes, regadas por cervejas. Piadas de português, de papagaio, de Juquinha, discriminatórias (de negros, pobres, deficientes físicos, homossexuais).
  Medicina popular: uso das plantas que curam, de uma farmácia vinda diretamente da natureza. Sabedoria tradicionalíssima usada, em especial, pelas camadas da população mais pobres e por aqueles adeptos da medicina alternativa e natural. Médicos e demais profissionais da saúde, vêm dando importância a esta terapia, objeto de estudos cada vez mais difundido nos meios acadêmicos, científicos e farmacêuticos. Boldo, hortelã, língua de sapo, alfavaca, canela, gengibre, biribiri, mastruz.
   Literatura de cordel ou folheto: literatura popular e tradicional, talvez, o principal meio de comunicação entre as camadas mais populares, até as primeiras décadas do século XX. Muitas vezes associada ao canto. O poeta-trovador, por intermédio de desafios e "causos", levava conhecimento e diversão à plateia, que acompanhava atenta.
Estórias de animais, de amor, de religião, de banditismo, mitológicas (com motivos de morte, magia, sorte ou agouro), de fatos acontecidos.
Xilogravura: artesanato da gravura, do desenho. Associada, principalmente, ao folheto, à literatura de cordel. Cenas da natureza e do cotidiano do sertanejo costumam ter destaque na temática da xilogravura.
Artesanato: usando material diverso (palha, barro, madeira, pano, papel, gesso, plástico, cera, contas, miçangas, sementes) e muita criatividade, o artesão concretiza o imaginado, criando objetos utilitários, votivos ou estéticos.
Peças de barro da escola de Mestre Vitalino, Caruaru (PE), Rendas de Passira (PE), Carrancas do Rio São Francisco (PE e BA), Colares hippies.
Provérbios/Ditados populares: pensamentos, frases feitas, máximas, cujas mensagens objetivam interferir, positivamente, na conduta e no comportamento. Filosofia, moral, ética e religião transparecem explícitas ou nas entrelinhas.
Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.
Frases de parachoques de caminhão: frases de cunho moral, religioso e até imoral, difundidas pelos caminhoneiros em seus veículos: Dirigido por mim, guiado por Deus / Vou arranjar ½ de rezar 1/3 para ir a ¼ com você. / 20 ver.
Superstições: práticas de comportamentos para afastar e/ou neutralizar azar para dar e/ou atrair sorte. São reforçadas pelas coincidências de resultados considerados.
Número 13, figa, ferradura, determinada roupa, repetir comportamento, não passar debaixo de escada, desvirar roupas e calçados, bater na madeira.
Crendices: fórmulas para manter determinados comportamentos, condicionados pela crença do faz mal ou do faz bem.
Faz mal tomar leite e comer manga. / Deixar chinelos emborcados provoca a morte de pessoa querida. / Pular janela causa a morte da mãe.
Comidas típicas: características a determinadas localidades geográficas e ciclos folclóricos, muitas vezes, incorporadas à culinária trivial e cotidiana deixando, com certeza, água na boca e dando um sabor especial ao folclore brasileiro.
Canjica, pamonha, pé-de-moleque caracterizam o ciclo junino, em especial, no Nordeste. Churrasco, feijão tropeiro apreciados no sul do país. Feijoada, baião-de-dois, vatapá, acarajé, pato ao tucupi. Bebidas típicas: versão líquida da culinária incluída no folclore brasileiro. Batida de maracujá, licor de jenipapo, chimarrão, caipirinha. Folguedos populares: identificados com os principais ciclos folclóricos.Bumba-meu-boi, Pastoril, Reisado, Fandango. Danças folclóricas: associadas a folguedos, ritmos e músicas ilustram a diversidade e riqueza do folclore brasileiro. Algumas dessas danças possuem trajes típicos, que lhes dão identidade própria. Frevo, Xaxado, Coco, Ciranda, Forró, Maracatu, Caboclinho, Quadrilha. Os folcloristas costumam, didaticamente, identificar ciclos no folclore brasileiro e que são vivenciados, em todo o território nacional, com intensidade e características próprias.
Ciclo Carnavalesco: tem as folias de Momo como referência onde predominam a alegria, cores, descontração e irreverência.Frevo, Maracatu, Caboclinho, Urso, Máscaras, Fantasia. Ciclo da Quaresma ou Semana Santa: referem-se à Paixão e Morte de Jesus Cristo. A malhação de Judas e a culinária à base de coco. Ciclo Junino: iniciado no dia de São José (19 de março) com o plantio do milho, tem a culminância com os Santos de junho: Santo Antônio - o casamenteiro (13), São João (23) e São Pedro e São Paulo (29). Este ciclo é muito festejado no Nordeste, caracterizando-se pela alegria, cores, festanças e uma gostosa culinária, à base do milho. Forró, baião, banda de pífano. Quadrilhas, roupas matutas. Balões, fogos de artifício. Superstições e adivinhações para resolver problemas amorosos. Comidas típicas: pamonha, canjica, pé-de-moleque, milho assado e cozido. Quentão. Ciclo Natalino: o nascimento (Natal) de Jesus Cristo é o tema central deste ciclo. A solidariedade, o amor ao próximo e a Deus, aparecem, explicitamente ou nas entrelinhas, em todas as manifestações do período. Pastoril, Presépio, Papai Noel, troca de presentes. Superstições, crendices. Comidas típicas.
Os órgãos oficiais de turismo, cientes da motivação que tais ciclos exercem, concentram esforços junto à mídia, para divulgação nas demais regiões do Brasil e no exterior, sabedores de que divisas ficarão com o fluxo maior de turistas nesses eventos.
No entanto, é imprescindível ter a clareza que, folclore, popular e turismo não são exatamente a mesma coisa, embora, quase sempre estejam associados. Atentar para isso é importante para professores e bom para o folclore.
Pernambuco possui um número considerável de pessoas que fazem e/ou vivem o folclore. Algumas conhecidas e famosas. A maioria, desconhecida e anônima.
Na Cerâmica, os bonecos de barro, têm em Mestre Vitalino seu maior nome. Fez escola, ainda hoje seguida, por filhos, netos e conterrâneos de Caruaru. Naquela cidade há o museu em sua memória, na casa onde viveu.
Nas Carrancas do Rio São Francisco, destaca-se Ana das Carrancas.
Na Cerâmica dos santos de barro, cita-se Zezinho de Tracunhaém.
Na xilogravura, J. Borges, é um artesão do desenho, além de poeta popular. Suas xilogravuras ilustram folhetos, quadros e painéis.
Na Ciranda, duas mulheres se destacam, em especial nas décadas de 1960 e 1970, quando, semanalmente, comandavam rodas de ciranda em suas respectivas cidades: Lia de Itamaracá, na ilha de Itamaracá e Dona Duda, no Janga, Paulista.
No Coco, destaca-se Dona Selma do Coco, descoberta pela mídia televisiva, em 1997, quando após gravar CD, apresentou-se pelo país e Europa, em programas de televisão, casas de espetáculos e festivais.
No frevo, personificando-o destaca-se Nascimento do Passo, que há décadas faz escola e ensina os segredos do frevo a passistas de todas as idades em escola municipal e oficinas. Nos últimos anos, a garota Safira tem recebido apoio dos órgãos oficiais de turismo para divulgação do frevo pernambucano.
Os bonecos gigantes de Olinda são cada vez mais populares nas ladeiras daquela cidade tornando-se expressão característica do seu carnaval. Sílvio Botelho é o principal artesão, o pai dos bonecos gigantes.
Homem da Meia-noite, Mulher-do-dia, Menino da Tarde,
Gilberto Freyre, Capiba, Turista.
Maracatu rural destaca-se Mestre Salustiano.
Mamulengo ou fantoche é outra modalidade do folclore brasileiro destacando-se Mestre Tiridá e os bonecos de Lobatinho.
O folclore brasileiro vem sendo estudado, sistematicamente, durante todo o século XX embora, só em 1966 teve o dia 22 de agosto, lhe dedicado oficialmente, por decreto-lei.
Pereira da Costa foi um dos pioneiros nos estudos folclóricos.
Luís da Câmara Cascudo, com certeza, o maior pela sistematização didática e pela extensa bibliografia.
Renato Almeida, Edson Carneiro, Théo Brandão, Saul Martins, Waldemar Valente, Roberto Benjamim são nomes de destaque entre os folcloristas, de ontem e de hoje.
Mário Souto Maior, que durante muitos anos, esteve à frente da Coordenadoria dos Estudos Folclóricos, da FUNDAJ, foi exemplo de dedicação ao folclore. Dicionário do Palavrão, Nomes próprios pouco comuns, Comes e bebes do Nordeste, Assim nasce um cabra da peste são alguns das dezenas de títulos do referido pesquisador, que também escreveu para o público infantil.
O professor de Educação Infantil (creche e pré-escola) e, principalmente, o de Educação Fundamental (1ª a 8ª série) tem no folclore panos para as mangas. Conteúdo significativo para trabalhar, não apenas no mês de agosto, mas o ano todo, todo ano. Não só os temas integrantes da pluralidade cultural, como diferentes conteúdos, das áreas específicas do conhecimento, podem ser abordados a partir de um fato ou manifestação folclórica. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) garantem a interdisciplinaridade que, naturalmente, aflora ao se vivenciar fatos folclóricos na sala-de-aula.
Numa receita de culinária típica, feijoada por exemplo, o professor de 1ª a 4ª série pode trabalhar:
  • Português - escrita e leitura do texto, tipografia textual, conteúdos gramaticais.
  • História - localização temporal da receita.
  • Geografia -- localização espacial da origem ou aceitação coletiva da feijoada.
  • Ciências - valor nutritivo da receita e seus ingredientes, origem dos mesmos na natureza.
  • Matemática - medidas de massa e volume implícitas nos ingredientes.
  • Artes - desenho da receita, dramatização de uma cena da família se alimentando.
Se a turma for de 5ª a 8ª série, o professor pode ainda abordar:
  • Química - composição química de alguns ingredientes da receita.
  • Física - relação entre temperatura e o cozimento da feijoada.
  • Inglês - traduzir a receita para o Inglês ou outra língua estrangeira.
O professor, vivenciando o folclore em sala-de-aula, pode desenvolver projetos didáticos os mais variados possíveis e cobrindo diferentes períodos do ano letivo de 200 dias (800 horas-aula) conforme determinação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).
Ciclo carnavalesco (fevereiro/março), tempo e folclore (março), ciclo quaresmal, março/abril), folclore e mulher (maio), ciclo junino (junho), folclore na estrada (julho), folclore (agosto), folclore e vegetais (setembro), folclore infantil (outubro), folclore de vida e morte (novembro), ciclo natalino (dezembro) podem ser abordados em projetos didáticos e garantidos pela motivação que emanam das manifestações folclóricas, rendendo-se a seus encantos, educandos e educadores.
Atividades de pesquisa, escrita e reescrita, leitura e releitura, desenho, dramatização, confecção, fotografia, gravação e filmagem são formas possíveis de vivenciar folclore em sala-de-aula, nas diferentes séries do Ensino Fundamental, da rede pública e privada. Um outro recurso, a entrevista, talvez, seja a atividade mais científica de se vivenciar o folclore no cotidiano escolar, quando gerações diferentes conversam, ensinam, resgatam, comparam, socializam experiências - Como era antes? Como é hoje ? - de diferentes fatos e manifestações folclóricas, reproduzindo, na escola, a dinâmica do folclore existente desde os primórdios da humanidade, quando traços culturais passaram a diferenciar o homem dos outros animais.

Folclore

Folclore é o conjunto de crenças, superstições, lendas, festas e costumes de um povo passado de geração em geração. A palavra Folclore vem do inglês pela junção das palavras folk (povo) e lore (sabedoria popular) significando sabedoria do povo. O Folclore no Brasil só começou a receber atenção da elite na metade do século XIX, durante o Romantismo. Naquela época, a cultura popular crescia na Europa e Estados Unidos e, baseados nesse interesse, estudiosos brasileiros como Celso de Magalhães e Sílvio Romero pesquisaram as manifestações folclóricas nativas e publicaram estudos. Vários artistas cultos começaram a colocar em suas obras elementos da cultura popular o que fazia parte de um projeto, estimulado pelo governo de Dom Pedro II, para construção de símbolos nacionalistas que poderiam contribuir para afirmação do Brasil entre as nações civilizadas.  O resultado de tudo isso foi que hoje o Folclore brasileiro se encontra em destaque. O Folclore alimenta o turismo cultural do Brasil e tornou-se instrumento de educação nas escolas.
  Folclore Sesi
 O Folclore também é protegido por lei, está previsto na Constituição Federal de 1988, nos artigos 215 e 216, que tratam da proteção do patrimônio cultural brasileiro: “os bens materiais e imateriais, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira”. São várias as formas de manifestação cultural onde o Folclore Brasileiro está presente:
Músicas:  Cantigas de roda e Serenatas               
Danças e Festas:Carnaval, Festas Juninas, Cavalhadas, Frevo e Maracatu                    
Linguagem:  Provérbios ou ditados populares, parlendas ou trava-línguas, adivinhas e Literatura de Cordel
Usos e Costumes:Vestuário, pratos típicos, roupas e etc.
Brinquedos e Brincadeiras: Boneca de pano, arapuca, pipa (papagaio), pião, bolinha de gude, esconde-esconde, etc.
Lendas e Mitos: Boitatá, Boto, Caipora, Cuca, Curupira, Lobisomem, Iara, Mula sem cabeça, Negrinho do Pastoreio e Saci Pererê
Crenças e Superstições e também  Arte e Artesanato         
          
 Em 1995, organizado pela Comissão Nacional de Folclore, foi elaborada uma carta chamada Carta do Folclore Brasileiro que é um conjunto de conceitos e recomendações a respeito da proteção, divulgação, documentação e pesquisa do Folclore brasileiro. Foi produzida durante o VIII Congresso Brasileiro de Folclore em Salvador. Essa carta foi uma revisão da primeira carta elaborada em 1951 durante o I Congresso Brasileiro de Folclore, no Rio de Janeiro. Sua revisão foi realizada para que pudesse se atualizar o estudo e a proteção do Folclore nacional tendo em vista os avanços das ciências e também levando em conta as recomendações emitidas pela UNESCO em 1989 através das Recomendações sobre Salvaguarda do Folclore.
O Folclore é comemorado no dia 22 de agosto!

Conteúdos Multimídia

Acesse sites, vídeos, softwares e arquivos de áudio sobre Folclore. Eles também estão disponívels no Portal do Professor
 
Coleções Multimídia
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 Áudio
Avaliação das escolas públicas
Gibi em sala de aula
Curupira, o Guardião das Matas 
O que é, o que é: folclore e cultura popular (Cultura popular e educação)
A noite do Lobisomen
Saci
Os mistérios da Iara
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 Softwares
Pica-Pau Amarelo
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Vídeos
Cultura e arte em um só espaço (Comunidade em cena)
Folclore
Folclore (Por Dentro da Escola)
Grupo parafolclórico pôr-do-sol (por dentro da escola)
João Pessoa
O Curupira
Monteiro Lobato
Porto Alegre (Momento Brasil)
São Luís
São Francisco do Sul (SC)
Salvador (BA) [Breve História das Capitais Brasileiras]
 
 
 
TV Escola – Dia do Folclore – Boitatá
TV Escola – Dia do Folclore – Curupira
TV Escola – Dia do Folclore – Iara
 
 
TV Escola – Dia do Folclore – Mula sem cabeça
TV Escola – Dia do Folclore – Negrinho do Pastoreiro
 
 
TV Escola – Dia do Folclore – Saci 
 
TV Escola – Dia do Folclore – Boto
 
 
TV Escola – Dia do Folclore – Vitória Régia
 
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Sites
Folclore Brasileiro
Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular
Carta do Folclore Brasileiro – Comissão Nacional do Folclore 
Folclore – Brasil Escola
Brasil Folclore
Festival do Folclore de Olímpia SP
A Turma da Mônica em: Lendas Folclóricas
Danças Folclóricas brasileiras  
Brasil Folclore – Lendas
Folclore Brasileiro Ilustrado
Arte Educação – Folclore
Revista Nova Escola – Folclore
Folclore Capixaba
Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore
Folclore
 

 Fonte: http://folcloreportaldoprofessor.wordpress.com/sobre/

 

 

 Sugestões de Aulas

Aqui você pode acessar diversas aulas sobre Folclore. Você também pode acessar através do site do Portal do Professor onde encontrará aulas sobre outros temas interessantes.
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Atividades sobre Folclore

Sites e atividades sobre Folclore
1 - http://www.youtube.com/watch?v=Gd9p5dwSxJM - Trava língua Luciano Huck
2 - http://espacoeducar-liza.blogspot.com/2010/08/folclore-com-turma-da-monica-lenda-do.html - Lendas do Folclore Turma da Mônica
3 - http://www.monica.com.br/comics/folclore/welcome.htm - Lendas do Folclore Turma da Mônica
4 - http://espacoeducar-liza.blogspot.com/2010/08/folclore-com-turma-da-monica-lenda-do.html
5 - http://sitededicas.uol.com.br/cfolc.htm - Lendas, bincadeiras, trava lingua.
6 - http://atividadeseducativas.com.br/index.php?procurar_por=folclore - Atividades
7 - http://atividadeseducativas.com.br/index.php?procurar_por=lendas - Vídeos das lendas

E tem mais...
Atividades sobre Folclore 1
Folclore no power point
Folclore no excel
Folclore no word
Atividades sobre Folclore 2 

 
 
 
Educação Infantil
A história e origem da ciranda
A história e origem da dança pastoril
A história e origem do boi calemba
A história e origem do coco de roda
A história e origem do frevo
A Lenda da Cobra Norato
A Lenda do Boitatá
A Lenda da Iara
A Lenda do Negrinho do Pastoreio
A Lenda do Saci Pererê
Amarelinhas e afins (brincadeiras de pular)
Boi Bumbá, boi dos reis, boi pirilampo: conhecendo outras tradições juninas do Brasil
BRINCADEIRAS DA TRADIÇÃO
Brincadeiras das festas juninas
BRINQUEDOS DA TRADIÇÃO POPULAR
Carnaval Pernambucano: Frevo
Christian Andersen: um grande escritor de contos de fadas
Conhecendo e brincando com a manifestação folclórica da Cavalhada
Conhecendo e descobrindo as dificuldades do Saci-Pererê
Cordel Ecológico
Cordéis, Cultura Popular
Datas que falam!
Dia 14 de setembro, dia do frevo!
Explicando o significado da palavra folclore e contextualizando algumas lendas
Fábulas
Fábulas de Monteiro Lobato
Fábulas tradicionais
Forró Pé de Serra
Lendas
Mitos (personagens folclóricos)
Mitos e Lendas
Monteiro Lobato e seus personagens
Música – Cantigas tradicionais brasileiras (“Escravos de Jó”): arranjos com percussão – aula 4
Música – Cantigas tradicionais brasileiras (“O Cravo brigou com a Rosa”): arranjos com percussão – aula 7
Música – Cantigas tradicionais brasileiras (“O meu boi morreu”): arranjos com percussão – aula 6
O Saci e o Curupira
Pau-de-fita (Dança Folclórica)
Se divertindo com as Parlendas Folclóricas
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Ensino Fundamental – Inicial
Amarelinhas e afins (brincadeiras de pular)
Aprendendo a ler com as personagens do Sítio do Pica-Pau Amarelo
Aprendendo com adivinhas – Manos Malucos
Aprendendo com o Curupira
Aprendendo a confeccionar convites para a Festa Junina
Aula inclusiva para crianças com deficiência visual
A Congada é folclore?
A dança do pau de fitas: reelaborando essa manifestação cultural
A meteorologia e o folclore – Sol e chuva, casamento de viúva
A participação das crianças na festa da Congada
A Presença Do Folclore Nas Histórias Em Quadrinhos: Leitura E Escrita
As lendas e a diversidade cultural brasileira
As tradições culturais juninas resgatadas através das suas receitas
Brincando de travalíngua
Bumba meu boi de São Luís
Cantigas de Roda
Capoeira, patrimônio cultura do Brasil
Christian Andersen: um grande escritor de contos de fadas
Conhecendo a lenda folclórica da Iara (mãe das águas).
Conhecendo e brincando com a manifestação folclórica da Cavalhada
Conhecendo e descobrindo as dificuldades do Saci-Pererê
Contos populares: um encontro com Câmara Cascudo
Crendices e Superstições do Folclore Brasileiro
Cuca: da colonização ao sítio do pica-pau amarelo.
Danças Folclóricas Brasileiras: Festas Tradicionais do Nordeste
Dançando na roda: Cacuriá
Descobrindo brinquedos populares folclóricos
Desvendando o Folclore
Estandarte Folclórico
Ética e Folclore: “É verdade que existe lobisomem?”
Explicando o significado da palavra folclore e contextualizando algumas lendas
Fábulas tradicionais
Festa Junina
Festas juninas: seu significado e seus símbolos
Folclore
Folclore: introduzindo o tema
Folclore: histórias de sua região
Folclore em quadrinhos
Folclore para menores
Forró Pé de Serra
Identidade Cultural
Identificando Personagens do Folclore Brasileiro
Lendas
Lendas brasileiras
Lendas Folclóricas: tradição popular
Lendas do Folclore e o Bumba-meu-boi
Mistérios e Crenças
Mitos do Folclore – Aula 3
Mitos do Folclore – Leitura
Mitos (personagens folclóricos)
Música – Cantigas tradicionais brasileiras (“Escravos de Jó”): arranjos com percussão – aula 4
Música – Cantigas tradicionais brasileiras (“O Cravo brigou com a Rosa”): arranjos com percussão – aula 7
Música – Cantigas tradicionais brasileiras (“O meu boi morreu”): arranjos com percussão – aula 6
Músicas ou Poesias da Época da/o vovó/ô: Valorizando a Cultura Popular
Narrativa: a lenda
No ritmo das danças das rendas
O Boi de Parintins
O Folclore e os jogos de contagem
O que é, o que é adivinhação?
O Saci e a construção de palavras com ca, ce, ci, co, cu, que, qui
Os jogos populares folclóricos em nossas vidas
Pau-de-fita (Dança Folclórica)
Personagens Folcóricas: linguagem oral e escrita
Pintando e caracterizando o boto cor-de-rosa e da dama da meia noite.
Recontando histórias do Folclore brasileiro
Se divertindo com as Parlendas Folclóricas
Trabalhando com ditados populares
Trabalhando com o livro “O Saci”, de Monteiro Lobato
Tradições culturais: brincando como as crianças de outros tempos
Tradições Folclóricas
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Ensino Fundamental – Final
Arte popular ou folclore?
A catira: dança tradicional do folclore e do sertão brasileiro
A Congada é folclore?
A dança folclórica na região Centro-Oeste
A dança folclórica na região Nordeste
A dança folclórica na região Norte
A dança folclórica na região Sudeste
A dança folclórica na região Sul
Aprendendo e se divertindo com a quadrilha, Dança típica das festas juninas
As lendas e a diversidade cultural brasileira
Contos Populares
Danças Folclóricas Brasileiras: Festas Tradicionais do Nordeste
Dançando e adaptando algumas cirandas do folclore brasileiro
Desenhando e pintando a festa junina da escola
Desenvolvendo o ritmo com a dança Maneiro Pau
Festas Populares Brasileiras
Narrativa: a lenda
O folclore como elemento da poesia
O frevo pernambucano: produção discursiva da cultura nordestina
Os ditados populares e suas estruturas sintáticas concisas
Reconhecendo a importância das atividades rítmicas e expressivas nas danças folclóricas
Um passeio no Nordeste
Voz Do Povo, Voz De Deus: O Folclore Linguístico Nacional
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Ensino Médio
Aprendendo e se divertindo com a quadrilha, Dança típica das festas juninas
A catira: dança tradicional do folclore e do sertão brasileiro
Dançando e adaptando algumas cirandas do folclore brasileiro
Desenvolvendo o ritmo com a dança Maneiro Pau
O frevo pernambucano: produção discursiva da cultura nordestina
Os ditados populares e suas estruturas sintáticas concisas
No ritmo das danças das rendas
…………………………………………………….
EJA
A Congada é folclore?
As Festas Juninas
Danças Folclóricas Brasileiras: Festas Tradicionais do Nordeste
Dançando na roda: Cacuriá
Dia 14 de setembro, dia do frevo!
Folclore: área de saberes e expressões
Voz Do Povo, Voz De Deus: O Folclore Linguístico Nacional

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